Essa é dos meus tempos de 19, 20 anos...por aí.
É só clicar sobre a música abaixo. Eita tempo bom aquele.
O amor de meu Jesus!!!!
CONTEÚDO
Tenho amor profundo pela literatura. Ler me levou ao desafio de escrever. Escrever o que borbulha na minha alma, em meu coração. Escrever aquilo que é raciocínio e emoção. Escrever com o afã de aprender, e de ensinar, quem sabe. Ou escrever para ajudar alguém que atravessa um momento delicado, de apreensão e ansiedade. Enfim, escrever para poder revelar o que penso e o que sinto, sobre meu relacionamento com Deus, após minha conversão.
sábado, 26 de maio de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
UM DESABAFO E ESCLARECIMENTO SOBRE SALÁRIO, PREBENDA, CÔNGRUA (ESMOLA), REMUNERAÇÃO - CHAMEM DO QUE QUISER:
Outra observação que considero importante é que como Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil em Mogi das Cruzes eu tenho sido tratado com humanidade, dignidade e honra. Portanto, o que escrevo aqui não tem nada a ver com minha situação atual, todavia exponho algumas dolorosas experiências ocorridas comigo no Pastoreio de outras Igrejas sem revelar quais Igrejas são ou mesmo dar nomes dos personagens. Deus sabe quem são, basta isso.
Escrevo aqui depois de ter lido um post sobre Silas Malafaia falando de salários de Pastores colocados sob seu comando e ter lido alguns comentários a respeito.
Decidi me posicionar e dizer o que eu penso sobre Pastor, Trabalho e Salário. É preciso que deixemos claros alguns pontos e toquemos nesse assunto de uma forma a não deixar dúvidas.
Vamos ao texto então:
Sou Pastor há 23 anos, todos em tempo e consagração integral. Isto é, não divido meus afazeres, dons, talentos e potencialidades e tempo com nenhuma outra atividade a não ser o exercício do Pastorado. Consagro todo o meu tempo integralmente ao Pastorado. Com poucas e tristes exceções, sempre fui tratado com honra e dignidade.
Sou Pastor porque sinto que Deus me chamou para essa tarefa. Podia ser advogado, professor e trabalhar na área comercial de qualquer empresa. Aliás, foi o que fiz até meus 30 anos quando ingressei no STPJMC. Sempre fui muitíssimo bem remunerado. É que, imaturo, por motivos e razões que prefiro não expor aqui, gastava mais do que ganhava.
Não sou Pastor porque me faltam habilidades para ganhar salário, remuneração (ou chamem do que quiser). Não sou aquele tipo de pessoa que tentou de tudo e não tendo dado certo em nada, resolveu ser Pastor. É triste dizer isso, mas eu conheço alguns que vestem essa carapuça. Se fosse por isso eu não seria nem advogado, nem professor, nem palestrante em encontros motivacionais, nem trabalharia na área em que tenho mais conhecimento que é a área comercial; eu teria seguido a carreira como cantor, interprete de peças musicais, na condição de barítono. Não me faltaram oportunidades, nem no âmbito secular assim como também no mercado fonográfico "evangélico".
Dedico todo meu tempo ao rebanho (I Pedro 5.1-4) colocado sob meus cuidados. Não bato cartão, não assino ponto de entrada e saída, não tenho horário fixo no gabinete pastoral, mas trabalho com extremada dedicação a maior parte do meu tempo. Levanto cedo por um hábito e sou notívago (gente que dorme tarde) por outro hábito. Minha esposa diz que não viverei muito tempo se continuar madrugando e levantando cedo.
Já estou ficando meio "deprimido" porque tenho 57 anos e por amar tanto o Pastorado, (apesar das múlplices e multiformes agruras), daqui 13 anos penduro as chuteiras se Deus em sua graça me conduzir até lá (A IPB aposenta compulsóriamente os Pastores no dia do seu 70º aniversário. É um presente que a IPB dá ao Pastor que chega aos 70 anos de idade. Paradoxal, não) .
Mas não deixarei de cantar e pregar. Ninguém precisa ser Pastor para fazer isso.
Não sou um Pastor visitador, mas não deixo ovelha nenhuma que necessite de acompanhamento, sem assistência. Nisso incluo, idosos, hospitalizados, órfãos, viúvos e viúvas e também novos membros. Posso dizer que se houver necessidade estou disposto a varar noites em claro ao lado de uma ovelha que demande cuidados.
Tento fazer o máximo e o melhor, mas a demanda é sempre grande e por isso, por mais que me esforce, sempre alguém é deixado sem a assistência devida. E também há, entre nossas ovelhas, os reclamões de carteirinha. Por mais que você faça, nunca lhes é suficiente. Penso que deveríamos ser um maior número de Igrejas com um menor número de membros. Igrejas com 400, 500, 1000 membros torna o relacionamento do Pastor com as ovelhas muito impessoal e distante.
Não desligo meu celular no meu dia de "folga". Lamentaria muito saber que uma ovelha minha tenha realmente necessitado de meus cuidados e eu não fui contactado. Se for o caso, trabalho no dia de minha "folga" e "folgo" outro dia. Se você é um dos que desliga; respeito seu ponto de vista. Espero que você faça o mesmo com o meu ponto de vista. Deus é quem nos julgará. Sejamos amigos e irmãos.
Se tiver que entrar em uma boca de fumo para resgatar minha ovelha, eu entro. Se tiver que ir a uma delegacia para assistir uma família em conflito pelo aprisionamento de algum dos seus eu vou. Se tiver que fazer vigília e companhia para uma ovelha enferma no hospital eu faço.
Se tiver que estudar 15, 16, 20, 25 horas preparando um bom sermão que alimente e desafie minha ovelha a ter uma vida mais digna e honrada na presença de Deus eu gasto esse tempo (e só me levanto quando estiver convencido que aquilo que eu vou dizer está alinhado com a Palavra de Deus e com o Deus da Palavra).
Se tiver que escrever Pastorais, em vez de ficar copiando (crtl c, crtl v) de livros e da internet, eu escrevo sempre em oração (quem me conhece sabe que é assim), mesmo porque Deus me deu facilidade nessa área, e quem não tem essa facilidade tem que buscar se desenvolver. Se tiver que aconselhar casais e chorar com eles eu aconselho e choro. Se tiver que fazer aconselhamento pré-nupcial eu faço.
Se tiver que ir às reuniões das Sociedades Internas e Departamentos da Igreja eu vou (na verdade tenho mesmo que ir). Se tiver que trafegar entre os jovens e adultos eu o faço com a mesma solicitude e disposição. Se tiver que ir na casa do rico e do pobre eu o faço sem levar em consideração o patrimônio, as coisas, mas sim as pessoas.
Se eu tiver que ensaiar 4, 5 horas à exaustão para cantar uma música no afã de abençoar minha ovelhas com meu talento eu faço isso, e muito, muito mais....eu faço e farei.
Como se vê tem sobrado pouco tempo para mim, para minha esposa (os filhos já se casaram e não estão mais conosco, mas sofreram demais e pela graça de Deus são servos e servas de Deus). Não tenho tempo para fazer mais nada e às vezes o sono dura chegar. Tenho derramado lágrimas em ver as ovelhas colocadas sob meus cuidados passarem determinadas situações e eu não ter uma varinha de condão ou não ser tão "milagreiro" quanto alguns "tele-evangelistas" são para ajudá-las a não ser cair de joelhos e orar por elas.
Tudo isso, e muito mais, toma meu tempo todo. Certo dia uma amiga de minha filha Fernanda, perguntou a ela: - Seu pai é só Pastor ou trabalha em quê? Ela riu e respondeu: - Meu Pai se dedica tanto ao Pastorado que não tem tempo nem para trabalhar. Riu, é claro, da ignorância de sua amiga, porque ela, sua mãe, irmã e irmãos, seus cunhados e cunhadas, sobrinhos, sabem como eu levo a sério o que faço, mesmo porque sei a quem irei dar contas.
Já que não tenho tempo para "trabalhar", por conta de que o Pastorado toma todo o meu tempo, peço por favor que não me deixem morrer de fome, não me deixem sem roupas, não me deixem sem moradia, não me deixem sem o mínimo de conforto e de dignidade.
Não quero morar em uma mansão, não preciso comer manjares, nem me vestir de linho fíníssimo ou viver regaladamente, não preciso andar de BMW, Corola, Honda, etc..Aos meus irmãos Pastores que têm carros dessas marcas, aproveitem. Se vocês podem, amém. Não lhes invejo. Tenho um Logan, comprado com o suor daquilo que muitos não chamam trabalho. Sim porque se acham que eu não deveria ser remunerado é porque pensam que Pastorado não é trabalho o que é um enorme absurdo.
Eu só quero viver com dignidade. Eu só quero dignidade para poder pagar minhas contas. E hoje eu gasto menos do que ganho.
Eu só quero dignidade para poder levar minha esposa para passear, porque afinal de contas o vocacionado sou eu e não ela. Afinal de contas meus filhos não são vocacionados. Eles só deram o "azar" de serem filhos de Pastor (estou sendo irônico, eu admito).
Ah! os membros podem ir ao cinema, ao teatro, viajar em férias, mas o Pastor não. Se ele quiser que trabalhe. Essas coisas são para humanos normais (mais uma vez estou sendo irônico). O membro comum, o humano normal pode crescer em sua carreira profissional e como resultado auferir melhores remunerações, mas esse Pastor aqui, já foi Presidente (e é atualmente) de Presbitério e de Sínodo, Segundo Secretário (aquele sortudo que faz as atas dos Concílios), mas mesmo que tenha chegado até esses honrosos status, ele não recebe melhores ganhos e remunerações. O que ele faz mesmo é enfrentar a dura situação da "mais valia". O que lhe cabe é mais por fazer e nada mais receber em troca, a não ser confiar que o Deus de toda providência lhe dará saúde para desempenhar bem esses variados papéis.
Eu só quero dignidade para poder ir a um restaurante bom com minha esposa e filhos em uma ocasião especial e comemorativa e poder ajudar pagar a conta. E não é que um certo Presbítero motejou de mim por ter me encontrado em um restaurante com meus filhos, em uma disfaçada ação de crítica? Ele podia estar ali com sua esposa e filhos. Eu não. Bem afinal das contas ele tinha uma faculdade. Ele nem se deu conta de que esse Pastor ignorante tem três faculdades e um curso de pós-graduação. A esposa e os filhos dele podiam desfrutar de um restaurante e não ter que lavar louça de domingo, mas a minha esposa e filhos além de terem que me acompanhar em minhas atividades na Igreja ainda tinham que incluir isso tudo em sua agenda de domingo. Mas que falta de carinho e de amor por seu Pastor. Já que ele era tão importante deveria ter pagado a minha conta. Mas ele saiu e de fininho e nem se despediu de mim e de minha família. Lindo papel de cristão!
Um recado aos tolinhos que vivem dizendo que o Pastor deve viver pela fé. Sim eu vivo pela fé. Mas vivo pela fé que eu tenho em Deus e não a fé que eles têm, porque se depender da fé que eles têm eu vivo como um mendigo e de favores.
Eu ainda tive que viver a triste experiência de ser criticado por conta do salário que eu ganhava, mas pasmem vocês que leêm meu desabafo; esses que assim agiam não eram e nunca foram dizimistas fiéis. Nem ofertantes eles eram....só críticos.
Eu só quero dignidade.....isso mesmo, aquilo que podemos chamar de salário, remuneração, côngrua (esmola), prebenda. Chame do que você quiser. Eu chamo de dignidade.
Um forte abraço.
Maurão
Sou Pastor porque sinto que Deus me chamou para essa tarefa. Podia ser advogado, professor e trabalhar na área comercial de qualquer empresa. Aliás, foi o que fiz até meus 30 anos quando ingressei no STPJMC. Sempre fui muitíssimo bem remunerado. É que, imaturo, por motivos e razões que prefiro não expor aqui, gastava mais do que ganhava.
Não sou Pastor porque me faltam habilidades para ganhar salário, remuneração (ou chamem do que quiser). Não sou aquele tipo de pessoa que tentou de tudo e não tendo dado certo em nada, resolveu ser Pastor. É triste dizer isso, mas eu conheço alguns que vestem essa carapuça. Se fosse por isso eu não seria nem advogado, nem professor, nem palestrante em encontros motivacionais, nem trabalharia na área em que tenho mais conhecimento que é a área comercial; eu teria seguido a carreira como cantor, interprete de peças musicais, na condição de barítono. Não me faltaram oportunidades, nem no âmbito secular assim como também no mercado fonográfico "evangélico".
Dedico todo meu tempo ao rebanho (I Pedro 5.1-4) colocado sob meus cuidados. Não bato cartão, não assino ponto de entrada e saída, não tenho horário fixo no gabinete pastoral, mas trabalho com extremada dedicação a maior parte do meu tempo. Levanto cedo por um hábito e sou notívago (gente que dorme tarde) por outro hábito. Minha esposa diz que não viverei muito tempo se continuar madrugando e levantando cedo.
Já estou ficando meio "deprimido" porque tenho 57 anos e por amar tanto o Pastorado, (apesar das múlplices e multiformes agruras), daqui 13 anos penduro as chuteiras se Deus em sua graça me conduzir até lá (A IPB aposenta compulsóriamente os Pastores no dia do seu 70º aniversário. É um presente que a IPB dá ao Pastor que chega aos 70 anos de idade. Paradoxal, não) .
Mas não deixarei de cantar e pregar. Ninguém precisa ser Pastor para fazer isso.
Não sou um Pastor visitador, mas não deixo ovelha nenhuma que necessite de acompanhamento, sem assistência. Nisso incluo, idosos, hospitalizados, órfãos, viúvos e viúvas e também novos membros. Posso dizer que se houver necessidade estou disposto a varar noites em claro ao lado de uma ovelha que demande cuidados.
Tento fazer o máximo e o melhor, mas a demanda é sempre grande e por isso, por mais que me esforce, sempre alguém é deixado sem a assistência devida. E também há, entre nossas ovelhas, os reclamões de carteirinha. Por mais que você faça, nunca lhes é suficiente. Penso que deveríamos ser um maior número de Igrejas com um menor número de membros. Igrejas com 400, 500, 1000 membros torna o relacionamento do Pastor com as ovelhas muito impessoal e distante.
Não desligo meu celular no meu dia de "folga". Lamentaria muito saber que uma ovelha minha tenha realmente necessitado de meus cuidados e eu não fui contactado. Se for o caso, trabalho no dia de minha "folga" e "folgo" outro dia. Se você é um dos que desliga; respeito seu ponto de vista. Espero que você faça o mesmo com o meu ponto de vista. Deus é quem nos julgará. Sejamos amigos e irmãos.
Se tiver que entrar em uma boca de fumo para resgatar minha ovelha, eu entro. Se tiver que ir a uma delegacia para assistir uma família em conflito pelo aprisionamento de algum dos seus eu vou. Se tiver que fazer vigília e companhia para uma ovelha enferma no hospital eu faço.
Se tiver que estudar 15, 16, 20, 25 horas preparando um bom sermão que alimente e desafie minha ovelha a ter uma vida mais digna e honrada na presença de Deus eu gasto esse tempo (e só me levanto quando estiver convencido que aquilo que eu vou dizer está alinhado com a Palavra de Deus e com o Deus da Palavra).
Se tiver que escrever Pastorais, em vez de ficar copiando (crtl c, crtl v) de livros e da internet, eu escrevo sempre em oração (quem me conhece sabe que é assim), mesmo porque Deus me deu facilidade nessa área, e quem não tem essa facilidade tem que buscar se desenvolver. Se tiver que aconselhar casais e chorar com eles eu aconselho e choro. Se tiver que fazer aconselhamento pré-nupcial eu faço.
Se tiver que ir às reuniões das Sociedades Internas e Departamentos da Igreja eu vou (na verdade tenho mesmo que ir). Se tiver que trafegar entre os jovens e adultos eu o faço com a mesma solicitude e disposição. Se tiver que ir na casa do rico e do pobre eu o faço sem levar em consideração o patrimônio, as coisas, mas sim as pessoas.
Se eu tiver que ensaiar 4, 5 horas à exaustão para cantar uma música no afã de abençoar minha ovelhas com meu talento eu faço isso, e muito, muito mais....eu faço e farei.
Como se vê tem sobrado pouco tempo para mim, para minha esposa (os filhos já se casaram e não estão mais conosco, mas sofreram demais e pela graça de Deus são servos e servas de Deus). Não tenho tempo para fazer mais nada e às vezes o sono dura chegar. Tenho derramado lágrimas em ver as ovelhas colocadas sob meus cuidados passarem determinadas situações e eu não ter uma varinha de condão ou não ser tão "milagreiro" quanto alguns "tele-evangelistas" são para ajudá-las a não ser cair de joelhos e orar por elas.
Tudo isso, e muito mais, toma meu tempo todo. Certo dia uma amiga de minha filha Fernanda, perguntou a ela: - Seu pai é só Pastor ou trabalha em quê? Ela riu e respondeu: - Meu Pai se dedica tanto ao Pastorado que não tem tempo nem para trabalhar. Riu, é claro, da ignorância de sua amiga, porque ela, sua mãe, irmã e irmãos, seus cunhados e cunhadas, sobrinhos, sabem como eu levo a sério o que faço, mesmo porque sei a quem irei dar contas.
Já que não tenho tempo para "trabalhar", por conta de que o Pastorado toma todo o meu tempo, peço por favor que não me deixem morrer de fome, não me deixem sem roupas, não me deixem sem moradia, não me deixem sem o mínimo de conforto e de dignidade.
Não quero morar em uma mansão, não preciso comer manjares, nem me vestir de linho fíníssimo ou viver regaladamente, não preciso andar de BMW, Corola, Honda, etc..Aos meus irmãos Pastores que têm carros dessas marcas, aproveitem. Se vocês podem, amém. Não lhes invejo. Tenho um Logan, comprado com o suor daquilo que muitos não chamam trabalho. Sim porque se acham que eu não deveria ser remunerado é porque pensam que Pastorado não é trabalho o que é um enorme absurdo.
Eu só quero viver com dignidade. Eu só quero dignidade para poder pagar minhas contas. E hoje eu gasto menos do que ganho.
Eu só quero dignidade para poder levar minha esposa para passear, porque afinal de contas o vocacionado sou eu e não ela. Afinal de contas meus filhos não são vocacionados. Eles só deram o "azar" de serem filhos de Pastor (estou sendo irônico, eu admito).
Ah! os membros podem ir ao cinema, ao teatro, viajar em férias, mas o Pastor não. Se ele quiser que trabalhe. Essas coisas são para humanos normais (mais uma vez estou sendo irônico). O membro comum, o humano normal pode crescer em sua carreira profissional e como resultado auferir melhores remunerações, mas esse Pastor aqui, já foi Presidente (e é atualmente) de Presbitério e de Sínodo, Segundo Secretário (aquele sortudo que faz as atas dos Concílios), mas mesmo que tenha chegado até esses honrosos status, ele não recebe melhores ganhos e remunerações. O que ele faz mesmo é enfrentar a dura situação da "mais valia". O que lhe cabe é mais por fazer e nada mais receber em troca, a não ser confiar que o Deus de toda providência lhe dará saúde para desempenhar bem esses variados papéis.
Eu só quero dignidade para poder ir a um restaurante bom com minha esposa e filhos em uma ocasião especial e comemorativa e poder ajudar pagar a conta. E não é que um certo Presbítero motejou de mim por ter me encontrado em um restaurante com meus filhos, em uma disfaçada ação de crítica? Ele podia estar ali com sua esposa e filhos. Eu não. Bem afinal das contas ele tinha uma faculdade. Ele nem se deu conta de que esse Pastor ignorante tem três faculdades e um curso de pós-graduação. A esposa e os filhos dele podiam desfrutar de um restaurante e não ter que lavar louça de domingo, mas a minha esposa e filhos além de terem que me acompanhar em minhas atividades na Igreja ainda tinham que incluir isso tudo em sua agenda de domingo. Mas que falta de carinho e de amor por seu Pastor. Já que ele era tão importante deveria ter pagado a minha conta. Mas ele saiu e de fininho e nem se despediu de mim e de minha família. Lindo papel de cristão!
Um recado aos tolinhos que vivem dizendo que o Pastor deve viver pela fé. Sim eu vivo pela fé. Mas vivo pela fé que eu tenho em Deus e não a fé que eles têm, porque se depender da fé que eles têm eu vivo como um mendigo e de favores.
Eu ainda tive que viver a triste experiência de ser criticado por conta do salário que eu ganhava, mas pasmem vocês que leêm meu desabafo; esses que assim agiam não eram e nunca foram dizimistas fiéis. Nem ofertantes eles eram....só críticos.
Eu só quero dignidade.....isso mesmo, aquilo que podemos chamar de salário, remuneração, côngrua (esmola), prebenda. Chame do que você quiser. Eu chamo de dignidade.
Um forte abraço.
Maurão
quarta-feira, 16 de maio de 2012
UM RECADO AOS JOVENS.......
UM RECADO AOS JOVENS... (PRESBITERIANOS)
Lembrar é por demais importante. E o jovem não tem desculpas, sua mente é novinha em folha, seu raciocínio ágil, seus olhos atentos, seus ouvidos afinados, seus sentidos em dia, seu tempo vivido é pouco e por viver, muito. O sábio disse aos jovens: “Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade.....”. (Eclesiastes 12.1)
Sim, lembra do teu Criador antes que a idade chegue e você tenha dificuldades para poder se lembrar e considerá-Lo em seus projetos, planos, sonhos, desejos, anseios já que a maioria de tudo isso se foi.
Eu escrevo do alto de meus 57 anos de idade. A juventude (pelo menos a física) já se foi e eu fico me lembrando do quanto eu ansiava pela maioridade para poder ter um pouco mais de “liberdade” e mandar no meu próprio nariz. Hoje eu vejo que tudo não passava de enorme tolice da minha parte.
Fico pensando que se tivesse com 20 anos o conhecimento, a maturidade que tenho hoje eu teria muito mais notáveis conquistas do que as poucas que tive naquele tempo. Poderiam ter sido muito mais e muito melhores. E sabe por quê? Simplesmente porque foi depois de muitas derrotas, dores, frustrações e tristezas, que eu descobri que nenhum projeto nessa vida é pleno de êxito se eu o percorrer sem considerar Deus em primeiro e primordialmente, lugar.
Eu queria ser jogador de futebol. Mas eu queria ouvir os elogios depois das grandes partidas. Eu gostava de saber que meus amigos davam lugar no ônibus às minhas irmãs só porque elas eram “minhas irmãs”. Eu gostava de ser cumprimentado pelo diretor do clube depois de uma vitória apertada em que eu havia fechado o gol. Por certo não gostava quando me criticavam por ter tomado um gol em uma bola perfeitamente defensável. Mas eu tinha altura, era bem treinado, era bastante solicitado e quase me profissionalizei. Isso não aconteceu por várias razões que não preciso expor aqui, mas certamente eu bem que gostaria de ter tido a mesma história gloriosa que Rogério Ceni tem no São Paulo, Marcos teve no Palmeiras e Ronaldo no Corinthians. Mas eu queria tudo isso sem Deus mesmo tendo sido criado por uma mãe piedosa que me ensinou que sejam quais fossem os meus sonhos e desejos eu deveria colocar Deus em primeiro lugar. Frustrado abandonei o sonho de ser jogador de futebol.
Então comecei a cantar. Afinal de contas eu era filho de um excelente músico e meu irmão mais velho também era muito bom músico. Era tempo de Beattles, Rolling Stones, The Whoo, Bee Gees, Jovem Guarda, Tropicália, Bossa-Nova (João Gilberto, Elis Regina, Tom Jobim, etc...). Eu havia aprendido música com meu pai, às duras penas. É verdade; “casa de ferreiro espeto de pau”. Meu pai insistiu, mas ler partituras, solfejar, não eram minha praia. Meu barato mesmo era ouvir música e cantar. Mas não havia nada de Deus nisso tudo. Eu queria ser idolatrado, eu queria os aplausos, eu queria a fama. Na verdade não pensava nem em dinheiro, mulheres e patrimônio. Claro que essas coisas acenavam vez por outra, incluindo as drogas que, graças a Deus, nunca experimentei. O que eu queria era fama, luzes, aplausos, dar autógrafos, ser reconhecido. Sinceramente, você vê Deus nesse negócio? Onde é que Deus entrava nisso tudo, que lugar Ele ocupava? Lugar nenhum, essa é a resposta.
Eu era jovem. Eu frequentava a Igreja porque fui levado desde meus dois anos às Escolas Bíblicas Dominicais, aos Cultos, gostasse ou não. Até meu pai, que não era convertido me obrigava a ir e me disciplinava quando minha mãe lhe contava a respeito do meu mau comportamento na igreja. Eu vivia com um pé na Igreja e outro no mundo. Minhas lembranças sobre Deus eram fugidias e me angustiavam. Eu até que gostava dos hinos, mas a Igreja que eu frequentava era muito ruim nessa área e eu que amo música, e era criado por um excelente e virtuoso músico, me angustiava com a desafinação. Eu era um crítico de plantão. Na verdade era mesmo desculpa para não frequentar a Igreja.
Vez por outra eu tinha assim um rompante de espiritualidade, mas isso logo ia embora quando alguém me convidava para uma bolinha ou para o som. Não tenho boas lembranças daqueles dias. Não gosto de me lembrar daqueles dias. Não havia sentido, propósito, rumo, significado neles. Se eu tivesse morrido jovem e comparecesse diante do Criador pouco teria para dizer sobre minhas conquistas. Eu vivia simplesmente por viver. Era, na verdade, mais uma existência do que vida. Sim, existência e não vida, porque vida é relacionamento, comunhão com Deus e isso eu simplesmente não tinha. Eu era um sujeito, vazio, cheio de leitura, mas sem sabedoria.
Quando deixamos Deus de fora de nossas vidas queremos muitas coisas, mas na verdade isso é só uma forma de preencher o vazio existencial que nos habita e nos faz ocos. Na verdade vivemos uma convulsão de desejos e é nesse momento que muitos sucumbem ao apelo do “barato” que as drogas trazem à já empobrecida existência. Quantos dos meus amigos de infância, adolescência e juventude sucumbiram. Quantos partiram na juventude, morreram precocemente (pensando humanamente apenas). Quantos ainda estão vivos, mas são zumbis porque as drogas não apenas roubou-lhes o tempo, mas muito mais, roubou-lhes a sanidade, a dignidade, o futuro no qual eles vivem de forma totalmente alienada. Um dia encontrei um deles. Ele me reconheceu! – Maurão, você por aqui? - Sim, sou eu, mas quem é você? – respondi. Fiquei meu sem jeito de não tê-lo reconhecido. - Eu sou “fulano de tal” (prefiro preservar sua identidade). - Ah! É você! Eu o abracei emocionado. Afinal de contas ele havia sido um dos meus melhores amigos na infância e adolescência.
Ao sair dali, meu irmão, mais novo do que eu nove anos, me disse. – Mano, fulano de tal (referindo-se àquele meu amigo) teve que lutar para se ver livre da bebida. Viu como ele está deformado? Quantos desses meus amigos se envolveram com drogas, mas eu percebo que comigo aconteceu algo diferente por várias razões e uma delas é porque no meu coração, ainda que inconstante, Deus havia semeado Sua Palavra e era sempre ela que vinha à tona.
Eu também posso me lembrar de muitos jovens que viveram comigo na Igreja nos meus tempos de juventude. Hoje olho para alguns deles e fico triste em ver suas vidas totalmentes destruídas, com famílias quebradas, com sentimentos confusos, com apego ao dinheiro, com uma gana por viver à máxima dos epicureus: "comamos e bebamos que amanhã morreremos", como se não houvesse um Deus a quem terão que dar contas inclusive com muito menos desculpas.
Ainda bem que, apesar de tudo que eu fiz e fui, Deus não se esqueceu de mim. Agora ao escrever essas linhas, lembro-me de Isaías 49.15 onde podemos ler: “Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti”.
Meu coração se enche de alegria e gratidão porque Ele não se esqueceu de mim e me salvou. Sim me salvou?
Salvou-me de uma existência medíocre porque quando Jesus entra em nossa história passamos a ter compromisso com tudo que é excelente como excelente foi Ele em sua vida e obra, Quem conhece Jesus como Salvador e Senhor assume um compromisso intransferível de viver com excelência. Uma excelência que não espera aplausos e elogios humanos porque é uma existência para agradar aquele que o salvou.
Salvou-me de uma vida medíocre aqui porque quem vive sem Deus é deus para si mesmo e tenta por seus próprios recursos a subsistência. Quem vive assim não tem escrúpulos até em usar o nome de Deus e a própria Bíblia para construir sua “segurança”. Quem vive sem Deus pensa somente horizontalmente. Foi o que Jesus disse a Pedro: “Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens”. (Mateus 16.23b)
Salvou-me da perdição eterna. Sim, minha esperança é a glória por vir. Ainda que com Ele venhamos a sofrer, com Ele também seremos glorificados. (Romanos 8.17b) Não há nem como imaginar a grandeza e a maravilha do novo céu e da nova terra que serão a moradia eterna dos eleitos de Deus dentre os quais eu me encontro ainda que sem nenhum mérito meu, mas sim pelos méritos do meu redentor.
Jovens....ouçam as palavras que eu dirijo a vocês. Eu já passei por essa parte sinuosa da estrada da vida. É preferível percorrer esse caminho com Deus, pois sem ele podemos acumular dores e tristezas, lamentos e choros e até a morte, não apenas a física, mas principalmente a espiritual e eterna.
Ouvi um sermão pregado pelo excelente Reverendo Manoel da Silveira Porto Filho. Nesse sermão ele nos contou que esteve com seu pai no leito de morte. O velho havia sido convertido já idoso. O Rev. Porto Filho disse que o pai olhou bem dentro dos seus olhos e disse: - Filho que pena que eu não comecei mais jovem. Ele queria dizer com isso, (e você que me lê já percebeu), que sua vida só começou depois de ter conhecido Jesus e passado a levar Deus a sério em sua vida.
Dizem que D. L. Moody voltava de uma conferência missionária e perguntaram a ele quantas pessoas haviam se decidido por Cristo. Ele então disse: - Duas pessoas e meia. Os que lhe fizeram a pergunta então disseram: - Ah! Entendemos. Dois adultos e uma criança. Ele então replicou. – Não, pelo contrário, duas crianças e um adulto. Sim, é fácil entender o que disse Moody. Quando conhecemos Jesus mais cedo, aí é então que passamos a lembrar de Deus em nossa existência. Quando isso acontece em nossa juventude, então temos muito mais vida e tempo em nossa existência.
Meu querido jovem, falo como pai e avô, mas também como Pastor de ovelhas.
Não deixe para muito tarde servir a Deus porque pode ser que muito tarde se torne nunca.
Hoje é tempo de você se lembrar de Deus e do seu Cristo, ajoelhar-se e render-se aos seus pés consagrando seu tempo, seus olhos, seus ouvidos, seu dinheiro, seus talentos, suas potencialidades, seus relacionamentos, seus sonhos, projetos e ideais, suas emoções Àquele que é o único que pode dar sentido a tudo isso, porque sem Deus tudo isso é absolutamente nada e sua existência redundará, sem Ele, em dor, lamento e frustração.
Lembre-se de que José por se lembrar de Deus em sua vida saiu da prisão para a honrosa condição de segundo homem no Egito. Lembre-se de Daniel e de suas lutas e desafios, mas de suas conquistas porque Deus era honrado em sua vida.
Que Deus o abençoe.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
A MINHA CASA
Se há algo triste na vida de qualquer pessoa é não ter um lugar que ele possa chamar de casa e para onde pode voltar depois das lutas dessa vida aqui. A casa é o ambiente para onde volta o soldado depois que a guerra termina, o trabalhador retorna depois da jornada de trabalho, o convalescente volta depois da internação em um hospital ou clínica.
Casa não é o edifício. Casa são as pessoas. Nada é mais triste do que ser desprezado no ambiente familiar, justamente no lugar onde esperamos receber aquela afetividade que nos leva a repor nossas energias, idealizar, projetar, sonhar, cair e levantar.
Casa é família nuclear, ou seja, aquele grupo composto basicamente por pai, mãe, e filhos quando houver, e que residem no mesmo domicílio. Voltar para esse ambiente é sempre algo que deve dar prazer e alegria. Se não houver ambiente favorável a pessoa é seduzida por qualquer outro lugar.
Foi o ambiente favorável que fez com que o filho pródigo resolvesse voltar para reatar o relacionamento com seu pai. Ele havia desprezado o pai e a casa paterna. Ele pensou que o mundo poderia lhe oferecer prazeres sem fim, alegria perene, um tipo de liberdade onde ele poderia mandar em seu próprio nariz. Ele havia desprezado o pai ao pedir a parte que lhe cabia na herança. Sim, era um tipo de desprezo porque afinal de contas o pai estava demorando para morrer. - Hei, me dê a parte que me cabe na herança já que me parece que você vai viver muitos anos ainda. Não foram essas as palavras, mas foi exatamente esse o conteúdo de sua proposta.
Mas quem sonha um sonho tão indigno como esse só podia dissipar seus recursos como aquele filho dissipou. O caráter de um homem é revelado em seus sonhos. Moço sem juízo. Saiu, e foi o mais o longe que pode. Parece que queria romper com seu "passado". Lá longe entregou-se á promiscuidade, à lascívia, à prostituição e quem sabe até ao jogo. Não lhe faltaram "amigos" para as baladas, as festas. Certamente ele era convidado por seus "amigos" para tudo que era festa de arromba. Afinal ele tinha dinheiro. Deveria ter pagado muitas rodadas de bebidas a estes "amigos".
Mas eis que seus recursos se acabam. Se fosse hoje poderíamos vê-lo tentando sacar algum dinheiro em um caixa automatico de algum banco e na telinha ele lê: SEM SALDO SUFICIENTE. Ou tentado usar o Cartão de Crédito e recebeu a informação de que ELE ESTAVA BLOQUEADO POR FALTA DE SALDO. E para piorar a situação, naquele país aconteceu haver grande fome. Ele tenta então se salvar arrumando um emprego, mas o melhor que ele consegue é trabalhar como cuidador de porcos. Quer coisa mais humilhante do que essa para um jovem que é filho de um homem abastado? Justamente ele que havia tido as melhores roupas, a melhor educação, frequentado os melhores ambientes. Agora ele vivia entre os porcos e desejava, inclusive, comer a comida que era dada aos porcos e nem isso lhe era oferecido. Eu fico imaginando o que ele devia comer. Essa situação leva algum tempo até que ele consegue raciocinar com clareza. Ele pensou não apenas na casa paterna, mas no fato de que os trabalhadores como ele, naquela casa, eram tratados com muito mais dignidade do que ele estava sendo tratado.
Ele tem consciência da ofensa. Parece que o juízo nasceu. Ele não quer voltar para o status que gozava antes de ter pedido a sua parte na herança e ter saído da casa do pai. Ele sabe que não é merecedor de nenhum privilégio, muito pelo contrário, ele nada tem mais a ver com o patrimônio que seu pai construiu ao longo dos anos. Ele reconhecia a forma irresponsável com que dissipou aquilo que seu pai com muita luta ao longo dos anos conseguiu acumular patrimonialmente. Mas ele sabia quem era seu pai. Ele reconhecia em seu pai o perfil de um homem justo, amoroso, perdoador, misericordioso.
Foram esses os fatores que o convenceram a voltar e reatar com seu pai. E ele voltou para casa.
Não sabemos ao certo mas podemos imaginar que certa tarde, o pai, como fazia todos os dias, estava na saída de suas terras olhando o horizonte com o coração esperançoso de ver aquele filho voltar. Até que naquela tarde ele foi recompensado. Eis que uma visão encheu seu coração de uma alegria imensurável. Apesar dos trajes andrajosos, ele tinha certeza de que se tratava do seu filho mais jovem. O coração de um pai que ama não pode se enganar. Ele corre até aquele filho. O filho começa o discurso decorado, mas o pai não lhe responde. Sem se importar com o mau cheiro, com as roupas sujas ele o abraça, beija o filho e ordena que seus servos lhe dêem uma outra muda roupa, sandálias novas para os pés, anel no dedo e manda matar o novilho cevado. O pai festeja. E não é para menos. Aquele filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.
Ele não seria tratado como um simples empregado. Ele foi tratado novamente como filho porque o pai era amoroso, misericordioso, porque naquela casa esses princípios eram norteadores. Eles não apenas inspiraram o filho a voltar, mas garantiram o bem estar dele.
Hoje eu me pergunto: Quantos de nós volta para casa com as mesmas esperanças e certezas. Quantos sabem que a casa para a qual voltam é um lugar de amor, misericórdia, longaminidade, solidariedade, compreensão?
Meu sincero desejo é que você trabalhe essa questão. Que você coloque tudo dentro de sua casa que lhe garanta conforto, mas não se esqueça de que o amor é a chave mestra que abre todas as portas, é o remédio que cura todas as feridas, é o som que embala os mais lindos sonhos. Que você coloque tudo dentro de tua casa, mas não se esqueça de que o perdão e a misericórdia são imprencindíveis para a convivência e o relacionamento. Não é possível nenhum relacionamento sem que estejamos dispostos a perdoar e aceitarmos o perdão que nos é oferecido.
O filho voltou porque sabia que o pai era um homem justo e jamais trataria dele com indignidade. O filho voltou porque sabia quem e o que era seu pai.
É bom termos um lugar para onde podemos voltar. Que seja uma casa no campo, de madeira, palafitas, ou de alvenaria sem luxo, ou mesmo uma mansão na cidade, com criadagem e todo conforto, não importa o edifício, o que importa são aqueles que neles habitam. Quando há justiça, amor, perdão, misericórdia, compreensão, paciência, solidariedade, a casa, sem se importar o que ela é, com certeza é um lugar para onde sempre desejamos ansiosamente voltar.
Na Parábola do Filho Pródigo temos a perfeita ilustração da alegria de Deus ao ver os seus filhos, eleitos antes da fundação do mundo, voltando para sua comunhão e intimidade. Deus se alegra quando o pecador arrependido, à semelhança daquele filho, em um momento de luz espiritual, percebe a ofensa e a quem ofendeu e decide voltar humilhado e arrependido. Deus se alegra em ver que o orgulho (que precedeu a queda dos primeiros pais), foi derrotado e o filho volta de coração aberto, humilde e sincero para casa.
Na Parábola do Filho Pródigo temos a perfeita ilustração da alegria de Deus ao ver os seus filhos, eleitos antes da fundação do mundo, voltando para sua comunhão e intimidade. Deus se alegra quando o pecador arrependido, à semelhança daquele filho, em um momento de luz espiritual, percebe a ofensa e a quem ofendeu e decide voltar humilhado e arrependido. Deus se alegra em ver que o orgulho (que precedeu a queda dos primeiros pais), foi derrotado e o filho volta de coração aberto, humilde e sincero para casa.
Deus se alegra em observar que ainda, mesmo neste mundo em que vivemos, há lares para os quais as pessoas voltam com alegria e prazer e que todos que nela residem acolhem com amor aqueles que retornam.
A casa terrena é um átrio da casa eterna. A casa onde o amor, a misericórdia, o perdão, a solidariedade, a compreensão, residem, é um pedaço do céu na terra.
Pense sobre isso e que Deus abençoe tua vida e tua casa.
A casa terrena é um átrio da casa eterna. A casa onde o amor, a misericórdia, o perdão, a solidariedade, a compreensão, residem, é um pedaço do céu na terra.
Pense sobre isso e que Deus abençoe tua vida e tua casa.
terça-feira, 24 de abril de 2012
O PASTOR DE CABEÇA REFORMADA.
Sinceramente?
Precisamos reformar. Talvez você esteja pensando naquela notável expressão: "Igreja reformada sempre se reformando". Não estou pensando, ao escrever esse artigo, em reforma da Igreja, mas sim na reforma que é preciso aconteça na cabeça de alguns Pastores.
Precisamos reformar. Talvez você esteja pensando naquela notável expressão: "Igreja reformada sempre se reformando". Não estou pensando, ao escrever esse artigo, em reforma da Igreja, mas sim na reforma que é preciso aconteça na cabeça de alguns Pastores.
Precisamos reformar a cabeça de alguns Pastores que esvaziam as Igrejas com a desculpa de que as estão depurando teológicamente. Alguns são muito ruins na questão dos relacionamentos e fazem do púlpito uma trincheira em vez de fazer dele uma tribuna onde prega-se a verdade em amor, trazendo um pedacinho do céu no seio da comunidade, alimentando as ovelhas e propondo soluções divinas para problemas humanos. Alguns não conseguem se comunicar, se tornam intocáveis, distantes.
Precisamos reformar a cabeça de alguns Pastores que vivem repetindo o que Calvino, Agostinho e outros grandes homens de Deus disseram, mas eles mesmos jamais experimentaram a verdade que pregam. Dizem que devemos ler esse ou aquele escritor reformado, mas eles mesmos não praticam o que lêem nesses autores. São discursos bonitos na forma, corretos no conteúdo, mas vazio de poder, simplesmente porque não há eco das palavras na vida do sujeito.
Precisamos reformar a cabeça de alguns Pastores que se esqueceram do exemplo de Jesus - veio para servir e não ser servido. Fico boquiaberto ao observar como tem Pastor querendo títulos e honras humanas. Há alguns Pastores aí que exigem serem tratados pelo título de Reverendo. Mas se alguém precisa advertir para que se refiram a ele pelo título é porque, com grande probabilidade, ele não faz juz ao mesmo. Eu me recordo do saudoso Rev. Boanerges Ribeiro. Com toda uma vida de trabalho e serviços prestado, esse personagem de singular grandeza do Presbiterianismo tupiniquim não precisava cobrar de ninguém que lhe chamassem com o título. Por outro lado Reverendo é título. Pastor já denota função. Tem muito Reverendo que não é Pastor, mas os verdadeiros Pastores merecem o título honorífico e, certamente, esses não cobram que usem o título para se referirem a eles.
Precisamos reformar a cabeça de alguns Pastores que não saem dos congressos abandonando suas Igrejas. Há alguns deles que frequentam os Congressos, mas não aplicam em sua poêmenica nem um terço do que ouvem neles. O custo benefício está se revelando improdutivo para a Igreja local. No Congresso é fácil ser Pastor, mas na Igreja eu concordo que é mais difícil. Afinal de contas fazer ofício fúnebre, visitar membros hospitalizados, famílias em conflito, preparar sermões pertinentes à comunidade e que visem alimentar as ovelhas, reunir lideranças para corrigir rumos e fazer acertos, aconselhar casais em via de se separarem, é menos agradável que ficar hospedado em um hotel cinco estrelas, comendo bem, dormindo bem, ouvindo boa música, boas palestras (nem sempre), conversas com ex-colegas de seminário e por aí vai. Não sou contra Congressos desde que eles produzam resultados nas vidas dos que os frequentam, mas sinceramente, nesses meus 22 anos de Pastorado tenho conhecido um bom número de gente que frequenta esses congressos mas cujos ministérios são prá lá de ruins. Não quero cometer o pecado da generalização aqui, mas sinceramente se os congressos produzissem os resultados esperados, a Igreja Evangélica brasileira seria uma outra Igreja e viveria uma outra realidade. Preciso deixar bem claro aqui um ponto: O problema não está nos Congressos (apesar de que alguns deles são mesmo muito ruins), mas sim no Pastor que se deleita neles, mas não trás resultado prático para sua vida ministerial.
Precisamos reformar a cabeça de alguns Pastores que vivem repetindo em seus sermões aquilo que eles lêem em livros. Ora, não sou contra a literatura. Sou escritor e amo a leitura. Não sou contra a atitude de se fazer uso de leituras além da Bíblia para uma boa hermenêutica e uma agradável homilética. Eu sempre me beneficiei com a leitura de bons autores, tanto seculares como dentro de minha esfera religiosa. O que eu estou criticando aqui é aquela sedução a que muitos ministros se deixam tomar quando leêm apenas para alimentar a mente. A questão aqui é a sedução pela intelectualidade. O tal pregador cita esse ou aquele livro, esse ou aquele escritor, só para mostrar o quão intelectual ele é. A questão aqui é impressionar a sua audiência mostrando que ele conhece, autores, escritores e seus bestsellers. Alguns se gabam de dizerem quantos livros têm em suas biblioteca. É um amor à intelectualidade proporcional ao vazio existencial espiritual que me dá medo.
Precisamos reformar a cabeça de alguns pastores que acham que o púlpito é o único lugar de trabalho. Não podemos desprezar o valor da Pregação da Palavra de Deus. Não podemos negar a crucial importância do ensino na Bíblia. Igrejas fracas são resultado, também de púlpitos fracos, superficiais. Mas como é que o Pregador (Pastor) vai saber aplicar seu Sermão à uma audiência que lhe é estranha simplesmente porque ele não visita, não aconselha, não abre seu coração para acolher a ovelha que lhe busca no anseio de receber ajuda e orientação? Como saber o que pregar se ele não conhece as necessidades espirituais reais de suas ovelhas? Como ele irá pregar sermões pertinentes e relevantes para uma Igreja com a qual ele não desenvolveu intimidade? Mesmo no caso do Sermão Expositivo, deve o Pregador conhecer as suas ovelhas de tal maneira que ele proponha aplicações pertinentes e relevantes. Tenho visto gente muito boa na hermenêutica, mas muito pobre na homilética. O púlpito é importante se conhecermos aqueles que olham para ele todos os domingos esperando, ansiosa e espereançosamente, ouvir uma mensagem que anime, encoraje, fortaleça, desafie, transforme, converta, corrija, exorte, admoeste.
Precisamos reformar a cabeça de alguns Pastores que pensam que a Igreja só irá sobreviver se for teologicamente tecnocrática. Conhecer a Bíblia técnicamente não garante resultados espirituais. simplesmente porque a Bíblia é o livro para a mente e coração e não só para a mente. Ler a Bíblia para ter insights inteligentes e frases prontas, não é o ideal. Os melhores sermões são aqueles que nascem das devocionais e experiências próprias dos pregadores. Somente um cego que voltou a ver é que sabe o valor imensurável que tem a luz. Certamente que o ímpio não aprecia a mensagem pregada pelo Pastor, mas irá pensar muito mais seriamente a respeito dela se ele a ver sendo vivida pelo pregador. Para conhecermos aqueles para quem pregamos temos que ter a intimidade com eles. Precisamos olhar para eles como o Samaritano olhou para o judeu semi-morto na beira da estrada e não como o fizeram o sacerdote e o levita, mais preocupados com os aspectos éticos de sua religião. A forma como olhamos as ovelhas é de fundamental importância para determinar o que iremos fazer por elas.
Precisamos (e agora eu falo mais especificamente para os Presbiterianos), reformar a cabeça de alguns Pastores que se omitem em frequentar as reuniões dos Concílios além do Conselho. Temos uma gama enorme de Pastores Presbiterianos que amam os Congressos, mas procuram ao máximo evitar os Concílios. É preciso que eles se convençam que a IPB é uma Igreja conciliar. É impossível existir nela como Ministro sem assumir de vez o quão importante é nossa participação no Presbitério, do qual somos membros, nos Sínodos e Supremos Concílios, para os quais somos eleitos. Eu sei que temos vivido dias difíceis quanto a logistica destes Concílios, mas fugir deles não vai ajudar a solucionar o problema.
Certamente há muito mais para ser dito que, com certeza, eu não tenha percebido. Mas com a mesma certeza, precisamos começar a Reforma da Igreja tendo Pastores com cabeças realmente reformadas no sentido aludido nesse artigo.
É preciso que nós Pastores nos lembremos que o privilégio do nosso chamado trás consigo uma gama enorme de responsabilidade. Finaliso essas minhas considerações fazendo uso do texto exortativo de Pedro em I Pedro 5.1-4: "Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda coparticipante da glória que há de ser revelada: pastoreai o rebando de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontanêamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade, nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa de glória".
Precisamos (e agora eu falo mais especificamente para os Presbiterianos), reformar a cabeça de alguns Pastores que se omitem em frequentar as reuniões dos Concílios além do Conselho. Temos uma gama enorme de Pastores Presbiterianos que amam os Congressos, mas procuram ao máximo evitar os Concílios. É preciso que eles se convençam que a IPB é uma Igreja conciliar. É impossível existir nela como Ministro sem assumir de vez o quão importante é nossa participação no Presbitério, do qual somos membros, nos Sínodos e Supremos Concílios, para os quais somos eleitos. Eu sei que temos vivido dias difíceis quanto a logistica destes Concílios, mas fugir deles não vai ajudar a solucionar o problema.
Certamente há muito mais para ser dito que, com certeza, eu não tenha percebido. Mas com a mesma certeza, precisamos começar a Reforma da Igreja tendo Pastores com cabeças realmente reformadas no sentido aludido nesse artigo.
É preciso que nós Pastores nos lembremos que o privilégio do nosso chamado trás consigo uma gama enorme de responsabilidade. Finaliso essas minhas considerações fazendo uso do texto exortativo de Pedro em I Pedro 5.1-4: "Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda coparticipante da glória que há de ser revelada: pastoreai o rebando de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontanêamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade, nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa de glória".
quarta-feira, 11 de abril de 2012
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